Radiohead, Stones, Nine Inch Nails, Kiss, Jane's Addiciton, Nação Zumbi, Kings of Leon, Ultraje, Strokes, Chuck Berry, Smashing Pumpkins, Deep Purple, Motorhead, Green Day, Pato Fu, Slayer, Pearl Jam, Beck, Misfits, Planet Hemp, Sepultura, Oasis, Guns, Iron Maiden, Queens of the Stone Age, Chilli Peppers, Mutantes, Offspring, Ozzy, Dio, Judas Priest, Bad Religion e outras bandas que vi não compensam as que ainda não vi e muito menos as que nunca verei.
Hoje escuto também outros sons que, ao vivo, pouco tem a ver com um show de rock. E o fato de eu ter aberto os ouvidos (e, por pura matemática, esteja escutando um pouco menos de rock hoje em dia) faz dos shows algo ainda mais genial pra mim, já que adicionou um saudosismo à receita.
Nos últimos 3 meses, 3 grandes show: Faith No More, AC/DC e Metallica. Cada ingresso foi parar na lata de Chivas 12, ao lado dos trocentos outros desde o primeiro, Bush, em 1997. Se eu fosse alguns anos mais velho (ou começasse no rock mais cedo), teria pego a era dos festivais no Brasil, Monsters, Free Jazz. Como não deu, corro atrás do prejuízo.
Um bom show de rock tem uma série de rituais a serem cumpridos. Começa dias antes, ouvindo de novo tudo o que presta da banda (e, às vezes, também o que não presta, pra ver se bate melhor nos ouvidos), acompanhar o set list dos outros shows da turnê, a infernal saga pelo ingresso, combinar com os amigos, por aí vai.
Até que o dia chega e ele começa como outro qualquer, você acorda (nota: o bom show de rock é no fim de semana), lê o jornal ou toma café como em qualquer outro fim de semana. Nem escutar a banda muda o clima comum do dia, já que você fez isso milhões de outras vezes. A coisa só muda quando você pisa na rua em direção ao show e vê a primeiro camiseta da banda, o primeiro carro passando com o som no talo, aí então você sabe o que está por vir.
A agonia de quem não tem ingresso provocada por quem tem pra vender faz você bater a mão no bolso. A última cerveja na porta. Na fila, o ingresso apertado na mão. A passagem do som. Milhares de desconhecidos reunidos por algo que outros milhares ou milhões nunca vão entender.
Chega o momento em que as luzes se apagam e o mundo explode. E você volta a ter 17 anos no Black Jack, subindo pelas paredes ao som de algum cover do Pantera, tomando pinga no gargalo e procurando qualquer chance de desafiar a autoridade vigente.
2 ou 3 horas depois o show acaba. Você está toneladas mais leve, em paz e naquele cansaço feliz que só o sexo é também capaz de oferecer. Como depois de um bom filme, você não tem pressa de ir. E o cansaço é só uma desculpa. No fundo, quanto mais tempo você fica ali, menos passa na letargia do lado de lá dos portões. O que você quer é que as luzes se apaguem de novo e a banda volte com outra marretada na sua cabeça, outra descarga cavalar de adrenalina temperada com toques de catarse coletiva.
Como numa grande ressaca de qualquer coisa boa, seu organismo acusa o fim do estoque de endorfina. Você então devora um xis salada ou toma outras para repôr as reservas enquanto discute a utopia do set list perfeito.
Mas pouco importa se a endorfina foi a zero ou se você abriria o show com outra música. Você não tem mais 17, talvez não beba mais pinga no gargalo e o impulso de desafiar a autoridade está amansado. Mas, vez ou outra, você pode ser um rock star.
06/02/2010
Só os rock stars são felizes
18/10/2009
Posfácio para um livro sobre o sertão
A beleza é condição que existe por si própria, não requer água tampouco sombra. De outro modo, jamais brotaria no sertão. Entre espinhos e galhos retorcidos, é possível deparar-se com o belo. Talvez não o belo ao qual estejamos habituados, fácil e frondoso, mas sim uma beleza seca, rija.
Curioso é ver que, além da beleza natural, no sertão existe também outra muito mais rara, que é a humana. Como um fio d'água no leito seco lutando para correr ininterrupto, o homem segue por onde lhe permitem, moldado por uma terra que o repele.
A caminhada deste homem é tortuosa e incerta sob o sol duro. Mas, insistente, ele não só caminha, também vive, e deixa pegadas no solo árido.
Apesar de tudo, o sertanejo canta, rima e versa, marcando o chão. Como se sobreviver já não fosse suficientemente belo.
Posfácio da versão patrocinada de Sertão sem fim, livro de fotos do Araquém Alcântara.
08/07/2009
Van Damme recebe o roteiro de seu próximo filme
-Toc, toc.
-Pois não?
-Entrega pro seu Van Damme.
-Um minuto...
-Sim?
-O seu Van Damme, por favor?
-Pode deixar comigo.
-É que é roteiro, dona. Coisa séria, tem q assinar e tudo.
-Ele tá no banho, rapaz. E eu não tenho o dia inteiro. Quer, quer. Não quer, não quer.
-Tá ok, pode pelo menos assinar que nem ele?
...
-Obrigado hein dona!
...
-Jean
-Jean!
-JEAN!
-Que, amor?!
-Sai desse banho, chegou teu roteiro.
-Tô lavando o cabelo.
-Já ta aí há meia hora! Tá brincando de lavador de carro de novo? Já não falei pra você parar com isso, Jean?
-Me ajuda, po. Preciso devolver logo. A coisa ta feia, não posso nem pensar em perder esse papel.
-Também, falei pra você não se misturar com aquele Denis Rodman, só ferrou sua carreira.
-Você falou a mesma coisa do Mickey Rourke e ele quase ganhou Oscar ano passado!
-É, mas esse Rodman desde a época dos Pistons não me cheirav...
-Amor! Vai ajudar ou não?
-Tá, o que você precisar ver?
-Preciso começar numa situação adversa, pra mostrar superação: preso, num lugar bizarro ou em coma...
-Hum...você é engenheiro... na Rússia.
-Tá, mas vai lendo, deve piorar.
-Não, você parece bem feliz. Rico, bem sucedido, mulher linda, grávida.
-Até a página 15 tem q dar merda.
-É... na 17 ela morre, estuprada e esfaqueada.
-Tá, coloca post it nessa.
-Tá bom... olha, amor, piorou mais.
-Como?
-Você encontra o cara, mas ele é inocentado. Você o mata na frente do juiz.
-Tendi. Agora é que eu me ferro. Pra onde me levam?
-Sibéria.
-Boa, continua.
-Chega lá você cria inimizade com o chefe da máfia tentando salvar um jovem de virar noiva.
-Péra. Que página ta?
-45.
-Eu já fiquei pelado?
-Sei lá, pô.
-Revisa, é importante. Eu tenho que ficar pelado na primeira metade.
-Quê?
-Fiquei pelado em Dragão Branco e estourei. Virou superstição, sem pagar uma bunda que seja não dá. Vê aí.
-Tô achando nada...
-Uma discussão durante o banho coletivo, um ferimento na coxa que tenho que tratar sozinho...nada?
-Nada.
-Então anota na capa: “falta o nu”.
...
-Me passa a toalha.
-Quê?
-A toalha de banho. Continua.
-Tá. Briga com o chefe da máfia, 30 dias na solitária lembrando da mulher morta... Deixa eu ver, tenta se matar e não consegue.
-Ok, fundo do poço. Coloca post it. Página?
-67.
-Tá indo bem, mas agora tem q começar a redenção senão ninguém güenta.
-Vamos ver. Amizade com um sábio cadeirante de meia idade. Ah, o jovem que você protegeu é estuprado morto pela máfia.
-E eu juro vingança, hehe!
-Hum...é, você jura vingança.
...
-Como você agüenta, cara?
...
-Não, sério. Como você agüenta?
...
-Eu choro todo dia no banho...
...
-Por isso a demora?
...
-Ah, querido... Vem cá.
...
-Mas as contas tão aí pra serem pagas não é? Então vambora, pega a cueca aí na pia.
-Tem toda razão, amor. Olha, o cadeirante deixa escapar que pode te ajudar a fugir.
-Querida, pode pular pro final. Essa parte é padrão. Acha a luta final com o mafioso bolado, cuja vitória estará atrelada à minha fuga.
-Peraí.
...
-Aqui.
-Deixa eu ver. 83. Dá aqui um post it.
-Spinning kick, spinning kick slow motion, rasga a camisa, seqüência de murros na cara, chuva, spinning kick duplo, espacate com soco no saco, uso de pesos da academia para estrangulamento, quase derrota arrasadora, super close do sangue misturado com a chuva, recuperação poética, vitória épica. Tranquilo. Dá aqui a caneta pra eu vistar.
-Querida?
-Oi, amor...
-Você viu meu cortador de unha?
22/05/2009
A tecnologia é o cão
Fato é que, vez ou outra, me aventuro nos meios digitais e venço. Como quando aprendi a inserir widgets no meu igoogle e ler blogs usando RSS (não, este post não é de 2006. Como eu disse, é difícil ir contra os genes). O caso é que, em muitas dessas incursões, o anonimato proporcionado pelas novas mídias me deixa atônito com seu potencial libertador. E é aí que a laje racha.
Outro dia, estava eu esperando o Terminal Bandeira no primeiro ponto da Santo Amaro enquanto escutava ‘Sala dos Professores’ na Eldorado FM. Durante um scat da Ella, recebo a seguinte oferenda:
Would you like to receive data from Pedófilo chupador?
Fiquei alguns segundos olhando para aquela mensagem no meu LCD, foram momentos de pura reflexão. Me passou pela cabeça uma série de questionamentos sobre a pós-humanidade e o eu-digital. Imaginei o que pensaria o inventor do celular neste momento. Pior, o que pensaria o velho Bell? Teria ele a mesma crise de consciência de Dumont ao ver os aviões usados como arma de destruição em massa? Ficaria ele louco e morreria preso numa camisa de força como o piloto do Enola Gay?
Não havia ninguém a culpar a não ser a tecnologia. Pedófilos chupadores sempre existiram e existirão. Mas acho difícil acreditar que, antes da invenção de emails e celulares, seres dessa estirpe saíam por aí compartilhando seu conteúdo:
Cortei minha viagem reflexiva ao perceber que o YES NO ainda estavam na minha tela. Antes de dar espaço para qualquer instinto subversivo enjaulado no meu ID, rejeitei a oferta. Era então momento de encontrar o homossexual praticante de felação em menores que deseja compartilhar de sua perversão.
A primeira aposta é, como de praxe, o auxiliar administrativo de camisa de manga curta e óculos de grau com cara de pacato. Meio manjado. Talvez o pedreiro voltando pra casa depois da obra (que tipo de material subversivo estaria dentro daquela malinha da CVC?) O pré-adolescente (faria ele isso com um semelhante?). A velhinha? O mendigo? EU?
Não tem jeito, essa é a beleza da tecnologia. Convida a mãe joana para morar na sua casa mas ninguém sabe quem abriu a porta. Promove a festa do caqui no seio da família, mas não diz quem é o aniversariante.
É o fim do mundo, é o juízo final. Os 4 cavaleiros agora atendem por iphone, facebook, telemarketing e blackberry. E eles estão chegando, entre galopes e bipes, para pegar você.
14/05/2009
Surpreenda sua parceira
08/04/2009
Coisas que acontecem no Anhembi quando você está sem ingresso
-130...
- que isso, cara. Não dá...
- Quanto?
- 80...
-Eu to comprando a 80, porra...
- Eu tb...
- Deixa 100 e vai pro show, caralho...
- Não dá cara, preciso comer e voltar com esse dinheiro...
- Deixa 90...
-80, pô...
(explosões e gritaria)
- Que isso?
- Deve ser o Doctor Sin...
- Deixa eu dar uma olhada no ingresso...
- You wanted the Best?
- Dá 80 aqui vai, quero ir embora dessa porra!
- Tó...
- Deixa esses 10 tb...
- Esse é da cerveja.
- You got the Best!
- Acho que não é Doctor Sin não...
- è nove e meia, tá tranquilo...
- The hottest band of the world...
- Caralho!
-KISS!
- Corre, porra!
04/09/2008
Meio a Meio
A árvore havia nascido há um bom tempo. Não foi na frente de uma casa, nem na frente da outra. Nasceu bem entre as duas. Mas não exatamente entre as duas, já que nasceu para lá do muro. Ela ficava ali, dividindo a calçada que está na frente de uma casa da que está na frente da outra. Nasceu mais ou menos na época em que comecei a trabalhar no salão.
Ninguém nunca havia dado muita atenção a ela. Como não tinha dono nem estava no terreno de ninguém, era ninguém quem cuidava da árvore. Porém, mesmo assim ela insistia. Não sabiam se era limoeiro, se era laranjeira. Era tão pouca a atenção que davam à árvore que nem era possível dizer qual o fruto que ela dava.
Eu, que trabalho do outro lado da rua, bem de frente para a árvore, também nunca reparei muito nela. Mas já explico o motivo: se eu ficasse olhando pra árvore, o bigode do cliente sairia torto, uma costeleta sairia maior que a outra, poderia até acabar tesourando uma orelha. Aí a notícia se espalha e eu perco a clientela. Agora, o pessoal do outro lado da rua, esses nunca entendi por que não olhavam para a árvore.
Vivia um velho em cada uma das casas. Dois velhos com muito em comum além da árvore que dividia suas calçadas. Ambos já na última idade, com pouco com que se animar e muito do que reclamar. De bom, os dois tinham pequenezas: um deles, um cão, o outro, uma neta. Além do mesmo gosto pela torta que a mãe da menina fazia. De bom também, compartilhavam o barbeiro.
De ruim, compartilhavam um único e diametralmente oposto desgosto. Um, dos galhos à direita da árvore, que atrapalhavam a vista de sua janela. Outro, porque as folhas à esquerda caíam em sua varanda, obrigando-o a varrê-la todas as manhãs. Quando um dos dois aparecia, fosse cabelo ou barba, eu já sabia que o assunto seria um só: a árvore.
Numa quarta-feira bem cedo, chegou a equipe da prefeitura, chamada não se sabe por quem. O velho caminhão azul estacionou exatamente na frente da árvore, dividido: cabine na frente de uma casa, caçamba na frente da outra. Percebi porque, apesar de eu já haver descido para o salão, não havia ainda barba para fazer.
Os velhos, que muito tinham em comum, olharam cada um por sua janela. Viram, como quem não vê, os galhos da árvore caindo um a um. Primeiro os da esquerda, depois os da direita. O barulho da serra não fez o cão latir nem a neta chorar. Ainda dormiam.
Com a árvore morta e o caminhão da prefeitura longe, os dois agora compartilhavam uma dura e única calçada à frente, dividida ao meio pelo buraco que antes era árvore. Sem a árvore, o velho da casa da direita tinha vista livre para a rua. O velho da casa da esquerda tinha a varanda livre das folhas. Eu, que nada tinha contra a árvore, achei que o outro lado da rua havia ficado estranho, vazio.
Algum tempo depois, percebi que, ao retirar-se a árvore da qual nenhum dos dois era dono, os dois velhos passaram a compartilhar muito mais que a antiga antipatia pela finada. A primeira mudança que senti foi aqui no salão, onde começaram a compartilhar o silêncio.
Passaram a dividir também o incômodo: um por ter uma neta presa ao sofá, sem árvore para brincar. Outro por ter um cão se aliviando na parede da casa de seu dono.
Vi que compartilhavam também as cortinas da sala fechadas: o da direita por achar a rua cinza demais, o da esquerda por não precisar mais patrulhar as folhas que caíam na varanda.
Passaram a compartilhar inclusive o desejo pela antiga torta de maçã que fazia a mãe da neta, e que sempre levava um pedaço para o velho dono do cão. A maçã do supermercado tinha outro gosto, vazio como a nova calçada. A vontade da torta até eu compartilhei, pois vez ou outra recebia um agrado da confeiteira.
Finalmente, entendi que já compartilhavam algo que surgiu no peito de cada um. Algo que às vezes era nostalgia, às vezes parecia ser angústia. Um sentimento que, se não era grande, era presente.
Descobriram que compartilhavam uma saudade. Da árvore que, em segredo, costumavam compartilhar.
Crônica escrita 'on demand' para concurso que certamente me presenteará com milhões de dólares, premiação esta que culminará com minha aposentadoria e subsequente sumiço da face da Terra. Adeus!
14/02/2008
Pequeno excerto de processo criativo
Conversa gravada a partir de escuta telefônica instalada no escritório de desenvolvimento de Hanna-Barbera em meados de 1989:
- huum...ahhh...alô...
- zé*?
- quem é?
- fudeu zé...
- que foi jão*?
* N. do R.: os nomes reais foram substituídos por fictícios durante a tradução, para preservar a real identidade dos indivíduos envolvidos.
- acorda zé, vem pro trampo!
- não dá porra, tô doente memo, 39 de febre...
- porra, acabei de ver aqui, o deadline pro novo personagem é hj! E a gente não tem nada...
- mentira, é mês que vem...
- cabei de ver, vc anotou o mês errado!!
- jura?
- fudeu, zé...precisamo entregar de qualquer jeito! Não dá pra perder o prazo...
- então foda-se, vamo mandar qualquer coisa, pensa aí...
- Qualquer coisa não dá, pô...
- dá sim, não vão aprovar de qualquer jeito, depois a gente refaz...pelo menos tá no prazo
- blz, então vai...
- time ou herói solitário?
- time, é a nova tendência. Nem o batman que é o herói mais deprê de todos trabalha sozinho hoje em dia...
- Tá. Humano ou não-humano?
- humano.
- porra, humano não, humano não dá certo...pode ver, super homem, homem aranha, tudo não-humano.
- nem super-homem nem homem-aranha são humanos. Eles só parecem humanos, mas tem os poderes e tal. São no máximo semi-humanos....
- Beleza então, porra...semi-humanos.
- Quantos?
- Dupla, tradicional e eficaz...
- Pára com isso, zé...
- Oque?
- 'Tradicional e eficaz' o caralho...
- Não dá tempo, porra...tem que pensar no que for mais certeza. Não esquece que tem que mandar os roughs depois.
- blz...
- Vamo lá, homem ou mulher?
- Um de cada.
- Boa.
- tensão sexual ou amizade fraterna?
- Tensão sexual, zé? É pra criança, porra! Não leu o briefing?
- Até aí, esses desenhos é tudo cheio de putaria, olha aí esses peitos da Mulher-Maravilha....
- Nada disso, vamo fazer com irmãos então!
- Qual o mais velho?
- Não interessa, porra....gêmeos!
- Tá. Dupla, homem e mulher, humanos, gêmeos, boa!
- semi-humanos, zé...
- tá. Semi-humanos..
- voam?
- opa...
- E o que vai fazer deles semi-humanos? Tipo, quais serão os superpoderes?
- Guentaí, vou pegar uma água...
- Isso, a gente fudido de prazo e vc tomando aguinha.
- é pro remédio.
- tá, e os poderes?
- água...
- água o que?
- água pô, o poder é mexer com a água, tipo o que o aquaman faz com os peixes, mas com água.
- dá onde vc tirou essa merda?
- pensei enquanto tomava o remédio. chama brainstorming...
- que bosta, péssimo.
- não, deixa assim, água... o cara faz gelo, chuva, neve, vapor, o caralho a quatro a partir da água, cê vai ver...
- e a mina?
- sei lá, faz o contrário...
- contrário do q? dá água?
- é, fogo...
- nossa, genial, inovador...vc tá querendo oq com isso? ser demitido, burrão?
- Há! boa...
- oq?
- o outro poder é com animais!
- e pq?
- burrão...
-...
- é brainstorming...
- vc tá todo esperto né? mas e o aquaman?
- q q tem ele?
- já controla os animais...
- só os peixes, ai nao conta.
- entao a mina controla todos os animais?
- É...
- Tá. E o uniforme?
- cê tá online?
- tô...
- poe hero e color no google images, conta as imagens pela sua idade e vê o que dá. Chama pesquisa de mercado...
- péra...saiu aqui um cara roxo...
- então é isso mesmo...
- agora hero costume com a minha idade, 35...
- 35? cê tá acabado heim?...perae...um colant gay.
- beleza...
- agora fashion hair com a idade do adolfo, 8
- adolfo?
- é, meu beagle.
- bixa...saiu aqui um moreno, cabelo curto, franjinha emo.
- é isso...
- algo mais?
- vamo ver...dupla de gêmeos, homem e mulher, colant roxo, morenos franja emo, um controla formas de água, outro controla animais, voam...já era!
- agora nome.
- ...
- Gêmeos...especiais!
- ...
- Gêmeos...heróis!
- ...
- Gêmeos...super!
- ...
- Super gêmeos!
- ...
- fechô, bora...
- copia, cola no template pra novos personagens e manda!
- Boa, tamo no prazo...
- bl, cê vem amanha?
- num sei, vamo vê...
- té mais então, melhoras heim?
- Valeu...
- abraço!
_____________________
- Alô,
- fala...
- Já mandou?
- Quase...
- tava pensando, acho que vai bem um macaco como mascote, com capa voadora e máscara igual a do zorro...
- é memo?
- ... opa...
- boa...
- ...
- mandei...
- abs.
- falou, melhoras ai heim?
- pódexa...01/02/2008
Hoje tem conspiração? Tem sim senhor!
Máfia circense Russa pode estar envolvida na morte de Beto Carreiro.
O parque temático mais visitado da América Latina, o Beto Carrero World, perdeu recentemente seu idealizador e fundador, João Batista Sérgio Murad. João Batista, alcunhado Beto Carrero em 1991 na ocasião da inauguração do selvagem parque, já trabalhava no showbizz rural desde a década de 60 promovendo rodeios no interior de São Paulo.
A causa da morte, ainda não confirmada pelos médicos, foi apontada como sendo falência coronariana durante uma cirurgia de rotina. Entretanto, Luis César Praxedes, titular da 4ª Delegacia Seccional de São José do Rio Preto discorda: “Há indícios de que a máfia Russa teria grande interesse na morte de Beto. Inclusive, dois membros de circos rivais do Mundo Mágico, Ivan Vostok e Pavel Stankowich foram vistos na cidade dias antes da ocorrência". Luis César afirma ainda que exames toxicológicos apontarão a real causa mortis do artista. O laudo deverá sair em 15 dias, tempo recorde em pleno recesso carnavalesco, pois, de acordo com o Delegado 'mesmo em época de terecoteco, não pouparemos esforços para resolver este crime hediondo."
De acordo com as investigações, a morte de Beto faria com que o controle do parque passasse para a mão de acionistas, cujos principais players têm ligações com a máfia Russa, como foi apontado aqui, há alguns meses. A migração do controle viria em boa hora, já que o parque estaria fechando acordo com empresários chineses e mongóis para adquirir o passe de jovens talentos regionais, com a promessa de desenvolvê-los nos modernos centros de treinamento do parque.
A máfia russa no mercado circense
É latente a presença da máfia russa no negócio circense no Brasil. Por debaixo das lonas, petrodólares do maganata Boris Berezovsky (o mesmo por trás da novela Corinthians-MSI) são usados para subornar fiscais do Ibama, que fazem vista grossa ao uso de animais silvestres nas apresentações. Além disso, os agentes da máfia compram fiscais do CONTRU, conseguindo assim alvará para armar os espetáculos em áreas proibidas.
A organização criminosa, que chegou clandestinamente ao Brasil em 1908 no navio japonês Kasato Maru, começou a atuar no tráfico de vodka e outros derivados de batata. Na década de 70, despontou no mercado circense na medida em que a comunidade cigana migrava para atividades como o malabarismo de farol e truquetes de apostas nas ruas dos grandes centros brasileiros. Atualmente, estima-se que 90% dos circos brasileiros são controlados pelos russos. Entretanto, é a primeira vez que o clã Vostok-Stankowich se vê envolvido com acusações de assassinato.
Beto Carrero, o grande ícone circense da América Latina
O caso entra mais ainda em evidência quando a vítima em questão é Beto Carrero, apontado recentemente em lista da Forbes como o quarto mais bem-sucedido proprietário de parque temático no mundo. Uma declaração dada por Walt Disney no coquetel de lançamento do parque, em 1991, dá o verdadeiro peso do nome Beto Carrero World no mercado do entretenimento temático: "He is gonna be among the greatest very soon, Beto is a genuine entertainer."
Além de idealizador e administrador do parque, Beto Carrero era representante de peões brasileiros em rodeios nos Estados Unidos, sócios de uma cadeia de churrascarias com presença internacional e agente beneficente na comunidade carente de São José do Rio Preto. A ong 'Desenvolvimento a galope' gerida com fundos do próprio artista, garante estudo e alimentação a mais de 500 crianças no interior da cidade, além de incentivar a arte circense entre os jovens.
Aos 70 anos, no auge de seu vigor, esta estrela nacional pode ter tido sua trajetória interrompida pela ganância e deslealdade dos russos. Não é mais tão mágico o mágico mundo de Beto Carrero.
Por Zé Almeida, para o 'Em busca da verdade'.
04/01/2008
Lei municipal acaba com lendas urbanas paulistanas
A Câmara dos Deputados de São Paulo aprovou hoje lei que regulamenta os processos mortuários para portadores de nanismo no município de São Paulo. A partir de 15 de fevereiro de 2008, os mais de 150.000 anões residentes na capital estão autorizados a falecer, sofrer morte cerebral e outros infortúnios comuns ao resto da população. Às suas famílias fica reservado o direito de exercer práticas religiosas comuns em caso de morte, como velório, enterro, cremação, entre outros.
A lei que permite a morte dos anões foi criada pelo Deputado, cantor e anão Nelson Ned. Segundo ele, “a classe anã já estava cansada de não morrer e agora ganhou um direito constitucional já garantido ao resto da população mundial há milênios”. A proibição da morte para anões foi uma das primeiras leis aprovadas pela Câmara dos Deputados, em 1935. Além de regulamentar o falecimento desta parcela da população, especialistas apontam que com a nova lei outro problema da esfera da saúde pública também chegará perto de solução: a inexistência de filhotes de pomba na capital paulista.
Para Antônio Gouveia de Castro, titular da cadeira de Biologia Mutante da Universidade de São Paulo, indivíduos portadores de nanismo que atingem idade avançada sofrem uma espécie de metamorfose gradual, se transformando em pomba ao final do ciclo, “uma espécie de evolução da espécie”, segundo o Professor. Esta espécie de mutação é o que, ainda de acordo com o catedrático, explica a inexistência de filhotes da columba lívia (o nome científico da pomba) próximo aos centros urbanos. Esse fenômeno ocorre por que as pombas oriundas da mutação nanística são mais resistentes que as convencionais, que são eliminadas num processo de canibalização pombal.
Neste momento, lobistas da Associação Brasileira de Funerárias, grupos protetores de pombas e da OAB (Ordem dos Anões do Brasil) reúnem-se para discutir a nova lei, que ainda depende da sanção do prefeito Gilberto Kassab.
